viernes, 7 de agosto de 2009

Investimentos "alternativos"



Trabalhar no mercado financeiro também pode ter seu lado engraçado e curioso. Em sua maior parte a gestão de ativos é caracterizada por produtos tradicionais como fundos de investimentos / pensão que investem em ações, títulos de dívida e outros fundos. Vez por outra se encontra alguns produtos bastante "inovadores", sendo que alguns mexem com o lado esotérico das pessoas. Vejam por exemplo o fundo abaixo:


O gestor do fundo está convencido de que funciona:
"Henry Weingarten, Managing Director of The Astrology Fund, says that both stock markets and stocks themselves each have individual horoscopes. 'So when you want to make a particular prediction about a country, a stock market, or a stock, you look at their horoscope. For many companies, it’s one of the most important factors.' "

E ainda soltou pérolas tão confusas e inconclusivas como se fossem palavras de Caetano Velloso:
“Jupiter in a prominent position can mean upwards movements are more likely, whereas Saturn can mean the opposite. A strong Neptune can signal confusion in the markets”. Ou seja, pode ser que sim ou pode ser que não. Ou talvez...

Se muitas pessoas utilizam a astrologia, cartas e outros para tomar decisões importantes em sua vida, porque não um gestor utilizá-los para decidir em quais ativos investir. Tem lógica! Agora, acreditar nisso é outra história muuuuuito diferente.

Parece que tal metodologia não tem muito futuro. Um dos gestores que acredita nos astros para investir em mercados foi batido em um experimento por uma criança de 4 anos de idade, que selecionava os ativos aleatoriamente (veja mais em
http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/1235304.stm). Mas se voce não acredita na Astrología na hora de investir, pode escolher o feng shui (é sério, existe!). Esse sim tem resultados garantidos…hehe

Uma linha de produtos de investimento menos "diferente" mais ainda assim não tão convencional é a de compra ativos como obras de arte, direitos autorais etc. Afinal, são ativos e valorizam e desvalorizam como qualquer outro instrumento de mercado, apesar de terem restrições de liquidez e de valoração. Um bom exemplo veio a tona após a morte do mito Michael Jackson. Um fundo de pensões dinamarques (de cerca de 180 bi de euros) investiu nos direitos autorais de "You are not alone", além de outras músicas, e ganha din-din toda vez que se vende um CD com tal música ou a mesma toca na rádio. Outros fundos investiram em artigos mais "exóticos" como o "sombrero" que o Rei usou num show em 1990 ou uma de suas calças pretas com que dançou "Moonwalk".

Para o bem ou para o mal, parece que a criatividade na hora de investir não tem limites...

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