viernes, 7 de agosto de 2009

Tauromaquia - parte I



Que os espanhóis são fascinados com touros, não é novidade. É um dos símbolos do país, presente em todas as partes. Seguramente sobre este tema é possível escrever livros, analisando esta relação de amor-ódio dos espanhóis com o bicho.

Antes de falar sobre as origens de tal relação vou contar um causo que a ilustra bem. Quase todas as cidades espanholas tem uma Plaza de Touros, que quase sempre tem um museu que mostra os grandes toureiros e touradas e peças utilizadas na corrida de touros.

Sevilha não é diferente. Pela cidade encontramos cartazes em bares, restaurantes e lojas homenageando os grandes toureiros da história sevilhana e da Andalucía, assim como uma grande Plaza com um museu muito bem equipado (vale a visita). A história que mais me chamou a atenção foi a do touro miura Islero, de 500 kg. Por volta do ano de 1947, o grande toureiro Manolete (http://es.wikipedia.org/wiki/Manolete) era muito querido na região por suas performances memoráveis. Um belo dia, se encontrou na arena com o dito cujo, que, segundo a lógica, viraria defunto ao final do encontro, provavelmente tendo suas orelhas cortadas em sinal de que o toureiro tinha feito um excelente trabalho.
Não sabendo disso, o touro acabou matando o toureiro com uma cornada fatal, para espanto geral do público. Mais do que espantado, o dono do touro ficou p... da vida, pois era muito amigo do falecido toureiro. Numa reação explosiva, não muito rara por estes lados do planeta, mandou matar não só o touro como toda a sua família, principalmente sua mãe, considerada maldita por ter gerado um touro que cometeu a heresia de matar um dos melhores toureiros da España.

Tal causo é um exemplo da importancia das corridas de touro por aqui, assim como da maneira como se encara uma derrota. O touro está ali para morrer, quem mandou ele assassinar o distinto toureiro. Como não fez o seu trabalho, mereceu virar churrasco de uma forma indigna...

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